terça-feira, 13 de outubro de 2009
Estudando pela Internet
Se por um lado, estudar no conforto de casa e podendo utilizar de toda a capacidade de ensino permitida pelo computador, como animações, gráficos, vídeos e exercícios dá uma vantagem competitiva para a hora do vestibular, por outro, estar tão próximo de tantas distrações, como a tv, geladeira e o telefone pode acabar transformando aquelas 4 horas que você separou para estudar em apenas 10 minutos.
Ao escolher estudar por si mesmo, em casa, através da internet , o estudante se torna responsável pela sua aprendizagem. Estar livre de uma “autoridade” superior que monitora seus estudos, como um professor ou orientador, pode significar um grande fracasso, uma vez que poucas pessoas são capazes de usufruir desta aparente liberdade.
Contudo, há muitas vantagens em estudar pela internet, mesmo que você não estude exclusivamente por ela, use-a como uma ferramenta de estudos complementar.
Aprenda a estudar pela internet
Muitos estudantes obtêm ótimos resultados estudando ou complementando seus estudos pela internet, mas para isso é preciso disciplina e determinação. O Mundo Vestibular preparou este guia para ajuda-lo a se preparar para o vestibular estudando on-line.
Lugar
Sem dúvida é difícil se concentrar com muito barulho a sua volta. Se seu local de estudo for o seu quarto, feche a porta e peça para seus pais e irmãos não lhe importunarem durante o período de estudos. Procure estudar em um horário em que há pouca agitação em sua casa ou local de estudo.
Distrações Externas.
Às vezes, não conseguir resolver aquele exercício de matemática ou não entender aquela matéria de física pode lhe trazer grande ansiedade. Debaixo de ansiedade os estudantes comumente tendem a procurar se entreter com outra tarefa buscando assim fugir do problema.
Ligar a tv, abrir a geladeira, telefonar para os amigos ou simplesmente tirar uma soneca podem parecer boas opções quando aquela resposta não vem. Procure separar em seu local de estudo tudo o que irá precisar para evitar se deslocar durante o período de estudos. Mesmo que fazer outra coisa pareça uma boa opção, diga para si mesmo a importância de estar estudando naquele momento e tente não pensar em nada que lhe distraia de seu objetivo.
Distrações Internas
Existem duas: Sua cabeça e a Internet.
Estudar pela internet é como estudar dentro de um clube esportivo, você pode sempre parar um pouquinho para fazer outras atividades durante os estudos.
Previna-se deste tipo de distração, desligue seu Messenger e qualquer outra ferramenta de comunicação on-line, feche seu programa de e-mails e qualquer outro site que não esteja relacionado com seus estudos.
Evite pensar em outras situações que não dizem respeito aos seus estudos, a briga com o namorado, a alta do dólar e a roupa que você vai usar naquela festa são assuntos para você se preocupar depois que acabar seus estudos.
Separando o Material.
Separe previamente todo material necessário durante os estudos: lápis, caneta, papel, cd-roms, livros e cadernos. Selecione também os sites onde pretende colher informações e exercícios para evitar de perder tempo procurando durante seu tempo de estudo.
Caso esteja estudando por algum site específico, procure saber se há alguma rotina ou ordem de tópicos de estudo sugerida neste site e procure segui-la.
Leve também uma garrafa de água e qualquer alimento que precisar para não precisar buscá-los depois.
Escolhendo o horário.
Escolha um horário específico e procure estudar todos os dias no mesmo horário. Desta forma você criará uma rotina de estudos e terá mais chances de se manter fiel a ela.
De preferência aos horários em que não haverá muita distração ou barulho. Não existe especificamente uma hora do dia melhor para estudar. Algumas pessoas preferem estudar a tarde por se sentirem cansadas pela manhã, outras preferem estudar pela manhã para terem o resto do dia livre e alguns preferem estudar o dia inteiro. Procure saber qual o horário em você é mais produtivo.
ANOTE
- Desligue o Messenger e qualquer outra ferramenta de comunicação durante os estudos
- Evite atender ao telefone, caso seja necessário, fale brevemente e explique que você está estudando naquele momento.
- Separe previamente todo material necessário.
- Selecione previamente os sites onde pretende colher informações
- Procure saber se você está estudando de uma fonte confiável.
- Faça os exercícios propostos.
- Separe um tempo durante o qual você estará estudando.
- Procure estudar todos os dias no mesmo horário
- Peça aos seus amigos e familiares para que não lhe importunem durante os estudos.
- Evite ler e-mails e navegar em outros sites durante o estudo.
FONTE: http://www.estudeonline.net/artigo_sub.aspx?cod=32
Ao escolher estudar por si mesmo, em casa, através da internet , o estudante se torna responsável pela sua aprendizagem. Estar livre de uma “autoridade” superior que monitora seus estudos, como um professor ou orientador, pode significar um grande fracasso, uma vez que poucas pessoas são capazes de usufruir desta aparente liberdade.
Contudo, há muitas vantagens em estudar pela internet, mesmo que você não estude exclusivamente por ela, use-a como uma ferramenta de estudos complementar.
Aprenda a estudar pela internet
Muitos estudantes obtêm ótimos resultados estudando ou complementando seus estudos pela internet, mas para isso é preciso disciplina e determinação. O Mundo Vestibular preparou este guia para ajuda-lo a se preparar para o vestibular estudando on-line.
Lugar
Sem dúvida é difícil se concentrar com muito barulho a sua volta. Se seu local de estudo for o seu quarto, feche a porta e peça para seus pais e irmãos não lhe importunarem durante o período de estudos. Procure estudar em um horário em que há pouca agitação em sua casa ou local de estudo.
Distrações Externas.
Às vezes, não conseguir resolver aquele exercício de matemática ou não entender aquela matéria de física pode lhe trazer grande ansiedade. Debaixo de ansiedade os estudantes comumente tendem a procurar se entreter com outra tarefa buscando assim fugir do problema.
Ligar a tv, abrir a geladeira, telefonar para os amigos ou simplesmente tirar uma soneca podem parecer boas opções quando aquela resposta não vem. Procure separar em seu local de estudo tudo o que irá precisar para evitar se deslocar durante o período de estudos. Mesmo que fazer outra coisa pareça uma boa opção, diga para si mesmo a importância de estar estudando naquele momento e tente não pensar em nada que lhe distraia de seu objetivo.
Distrações Internas
Existem duas: Sua cabeça e a Internet.
Estudar pela internet é como estudar dentro de um clube esportivo, você pode sempre parar um pouquinho para fazer outras atividades durante os estudos.
Previna-se deste tipo de distração, desligue seu Messenger e qualquer outra ferramenta de comunicação on-line, feche seu programa de e-mails e qualquer outro site que não esteja relacionado com seus estudos.
Evite pensar em outras situações que não dizem respeito aos seus estudos, a briga com o namorado, a alta do dólar e a roupa que você vai usar naquela festa são assuntos para você se preocupar depois que acabar seus estudos.
Separando o Material.
Separe previamente todo material necessário durante os estudos: lápis, caneta, papel, cd-roms, livros e cadernos. Selecione também os sites onde pretende colher informações e exercícios para evitar de perder tempo procurando durante seu tempo de estudo.
Caso esteja estudando por algum site específico, procure saber se há alguma rotina ou ordem de tópicos de estudo sugerida neste site e procure segui-la.
Leve também uma garrafa de água e qualquer alimento que precisar para não precisar buscá-los depois.
Escolhendo o horário.
Escolha um horário específico e procure estudar todos os dias no mesmo horário. Desta forma você criará uma rotina de estudos e terá mais chances de se manter fiel a ela.
De preferência aos horários em que não haverá muita distração ou barulho. Não existe especificamente uma hora do dia melhor para estudar. Algumas pessoas preferem estudar a tarde por se sentirem cansadas pela manhã, outras preferem estudar pela manhã para terem o resto do dia livre e alguns preferem estudar o dia inteiro. Procure saber qual o horário em você é mais produtivo.
ANOTE
- Desligue o Messenger e qualquer outra ferramenta de comunicação durante os estudos
- Evite atender ao telefone, caso seja necessário, fale brevemente e explique que você está estudando naquele momento.
- Separe previamente todo material necessário.
- Selecione previamente os sites onde pretende colher informações
- Procure saber se você está estudando de uma fonte confiável.
- Faça os exercícios propostos.
- Separe um tempo durante o qual você estará estudando.
- Procure estudar todos os dias no mesmo horário
- Peça aos seus amigos e familiares para que não lhe importunem durante os estudos.
- Evite ler e-mails e navegar em outros sites durante o estudo.
FONTE: http://www.estudeonline.net/artigo_sub.aspx?cod=32
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Estudar pela Internet
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Empresa Russa planeja tablet de baixo custo
Lbook T9 terá tela de 9 polegadas e custará menos de US$ 400.
Por Antonio Blanc
Enquanto a Apple não lança seu tão esperado tablet, outras empresas tentam se estabelecer neste mercado. A russa Lbook está planejando lançar no mercado um tablet de baixo custo, baseado no processador Intel Atom.
De acordo com o site UMPCPortal , o Lbook T9 seria equipado com uma tela multi-toque de 8.9 polegadas, um processador Intel Atom Z530 (série de baixo consumo) de 1.6 GHz, 2 GB de RAM e HD de 120 GB, tudo isso em um gabinete com apenas 12 mm de espessura e pesando 670 gramas. A autonomia de bateria, segundo o fabricante, é de 4 horas e o sistema operacional será o Windows 7.
Mas o mais interessante é o preço, estimado entre US$ 350 e US$ 375. Para se ter uma idéia o Crunchpad, o tablet barato para acesso à web idealizado pelo blogueiro Michael Arrington, do TechCrunch, terá um preço estimado em US$ 300. Mas apesar da tela maior (12 polegadas) ele tem menos RAM, não tem HD e traz um sistema operacional limitado, voltado apenas ao acesso à web e nada mais.
O Lbook T9 deve chegar às lojas, inicialmente na Rússia, em março de 2010. Embora não haja informação sobre seu lançamento no Brasil, a Geek estima que, incluídas margens de lucro e impostos, o aparelho possa custar entre R$ 1.200 e R$ 1.600 para o consumidor final.
www.geek.com.br
Por Antonio Blanc
Enquanto a Apple não lança seu tão esperado tablet, outras empresas tentam se estabelecer neste mercado. A russa Lbook está planejando lançar no mercado um tablet de baixo custo, baseado no processador Intel Atom.
Um tablet por menos de US$ 400, com 2 GB de RAM, 120 GB de HD e tela (touch, obviamente) de 9 polegadas. Nada mau!
Mas o mais interessante é o preço, estimado entre US$ 350 e US$ 375. Para se ter uma idéia o Crunchpad, o tablet barato para acesso à web idealizado pelo blogueiro Michael Arrington, do TechCrunch, terá um preço estimado em US$ 300. Mas apesar da tela maior (12 polegadas) ele tem menos RAM, não tem HD e traz um sistema operacional limitado, voltado apenas ao acesso à web e nada mais.
O Lbook T9 deve chegar às lojas, inicialmente na Rússia, em março de 2010. Embora não haja informação sobre seu lançamento no Brasil, a Geek estima que, incluídas margens de lucro e impostos, o aparelho possa custar entre R$ 1.200 e R$ 1.600 para o consumidor final.
www.geek.com.br
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
E-readers vão revolucionar mundo editorial
Reuters |
Homem usa Kindle em metrô de NY: mundo editorial enfrenta fortes quedas de receita devido à concorrência com a distribuição gratuita de conteúdo digital. |
LONDRES - Livrarias e editoras do mundo todo vão se reunir na próxima semana em Frankfurt e debaterão a forte transformação pela qual passa o setor.
As vendas de e-readers como o Kindle, da Amazon.com, devem aumentar violentamente no médio prazo, estimuladas pela redução dos preços e pela oferta dos dispositivos em mais países.
Assim como as indústrias de música e de mídia, o mundo editorial enfrenta fortes quedas de receita devido à concorrência com a distribuição gratuita de conteúdo digital.
A Forrester Research estima que 3 milhões de e-readers serão comercializados nos EUA neste ano e esse número deve dobrar em 2010.
A estreia de um e-reader da Barnes & Noble, maior rede de livrarias dos EUA, intensificará a competição nesse mercado cujos principais players são a Amazon.com e a Sony.
Há especulações de que a Apple estaria desenvolvendo seu próprio dispositivo de leitura de e-books e a Microsoft, por outro lado, já declarou que não tem interesse em fabricar um aparelho desse tipo.
FONTE: INFOEXAME
As vendas de e-readers como o Kindle, da Amazon.com, devem aumentar violentamente no médio prazo, estimuladas pela redução dos preços e pela oferta dos dispositivos em mais países.
A Forrester Research estima que 3 milhões de e-readers serão comercializados nos EUA neste ano e esse número deve dobrar em 2010.
A estreia de um e-reader da Barnes & Noble, maior rede de livrarias dos EUA, intensificará a competição nesse mercado cujos principais players são a Amazon.com e a Sony.
Há especulações de que a Apple estaria desenvolvendo seu próprio dispositivo de leitura de e-books e a Microsoft, por outro lado, já declarou que não tem interesse em fabricar um aparelho desse tipo.
FONTE: INFOEXAME
domingo, 4 de outubro de 2009
“Desintermediação” na relação forma-conteúdo como fator de inovação e risco na nova economia
Por Conrado Adolpho - Administradores.com.br
Uma característica essencial da rede é a desconstrução da tradicional relação forma-conteúdo, privilegiando o conteúdo, e gerando reflexos econômicos relevantes para as empresas, como por exemplo, a "desintermediação".
Entenda por desintermediação o processo pelo qual qualquer elemento entre o produtor e o consumidor que não agregue valor ao produto será posto para fora da transação. Já viram o banner da Sony vendendo câmera digital diretamente da fábrica pela sua loja "Sony Style" em dez vezes sem juros? Se você tem um varejo que vende câmeras digitais sabe bem do que estou falando.
No arranjo forma-conteúdo, será cada vez mais comum comprarmos a música (conteúdo) diretamente do site do músico, e não mais o CD (contexto) de uma loja de música (intermediário). Entendeu o pânico generalizado das gravadoras?
Discussões filosóficas de pirataria à parte, o MP3, vez por outra, tem sido tema de batalhas judiciais. Vejam por exemplo o site da Saraiva Digital, que vende downloads de filmes pela rede. Veja o site www.mixmatchmusic.com, sobre trabalho em conjunto para criação colaborativa de músicas.
A venda do conteúdo ficará cada vez mais comum
Se o seu modelo de negócios é vender informação em meio físico, existe uma grande chance de, em pouco tempo, você ver sua margem de lucro indo para o vinagre. Informação é bit. Bit trafega pelo meio digital.
Não vou entrar no mérito (e nem na calorosa discussão) sobre quem vende livros, mas você há de concordar que os "e-books readers" já são uma realidade. Pense na indústria fonográfica, pense na indústria de softwares vendidos em cd, pense na indústria de filmes alugados em locadoras.
A forma será cada vez menos importante, a não ser que ela em si gere valor para o produto. Imagine um CD Edição Especial do Aniversário de 50 anos do "Kind of Blue", do Miles Davis, com capa de couro, encarte com fotos inéditas, a história do disco em forma de pequeno livreto, etc. Dessa forma a embalagem agrega valor ao produto, do contrário, esqueça. As pessoas vão obter o conteúdo de outra maneira.
Como vimos na loja da Sony Style, a desintermediação acontece também na forma como a venda é feita. A loja de música nada agrega de valor ao produto do ponto de vista do usuário, a não ser que ela tenha um excelente serviço de indicação de CDs, um belo café ou ainda um ambiente diferenciado.
Por que pagar por um livro na livraria se você pode lê-lo na tela de seu celular, e-book reader, notebook, TV ou em qualquer outro dispositivo onde quer que esteja baixando pela rede? Por que comprar a música se você pode escutá-la em sites como Last.fm por intermédio do seu iPhone?
A lista de perguntas não tem fim
Percebe-se aí uma crescente valorização da "experiência" como diferencial competitivo. A Build a Bear e sua versão brasileira, a Happy Town, são excelentes exemplos de tal estratégia de distinção no mercado baseada na experiência.
Em um mundo dominado pela tecnologia e pelos bits, o fator emocional virá como um fator de diferenciação para as lojas que souberem utilizá-lo.
Veja o exemplo da Fnac ou do Pão de Açúcar, que estão cada vez mais concentrando na experiência de compra. Muitas empresas já tiveram esse insight e estão seguindo tais exemplos.
Provavelmente a melhor diferenciação pelo fator emocional de uma loja virtual venha pelo excelente atendimento e pela criação de uma rede social, como recorrentemente falo quando explico o conceito de "Comércio Social".
A desintermediação e sua consequente desconstrução da cadeia de valor trazem enormes vantagens para o consumidor e podem eliminar as empresas que não atentarem para a nova maneira de se fazer marketing.
Outro meio pelo qual a desintermediação está ocorrendo é devido a softwares como serviço (SaaS), que levam para a web as funcionalidades de um software que antes só existiam no seu computador. O próprio conceito de sistema operacional está ficando obsoleto com a maior parte das funcionalidades que já utilizamos na web.
Dentro de pouco tempo não importará o sistema operacional. O browser resolverá tudo, será sua porta de entrada para o universo da informática. Não importará se usamos Linux ou Windows.
A chamada "computação nas nuvens" em pouco tempo fará com que, mesmo empresas já ligadas ao meio interativo, tenham que repensar seu modelo de negócios. Empresas e organizações devem parar de insistir no contexto - a forma - como único meio de acesso ao conteúdo. Invista em conteúdo e experiência para se manter no jogo. Invista em informação distribuída em modelo multiplataforma.
Se concentre no conteúdo, não na forma. Para muitas empresas o conteúdo é o "core", não a maneira como ele vem embalado. Para outras tantas, mudar o canal de vendas utilizando a rede é a melhor maneira de ser lucrativo e se manter no jogo. O "core", nesse caso, é a venda, não o lugar onde acontece.
Na era da produção, o produto era a vedete. Na atual era da informação, a protagonista é ela. Venda a informação e entre de vez no século XXI.
Conrado Adolpho - palestrante, especialista em marketing digital e escritor. Sua formação vem de faculdades como ITA e Unicamp. Atualmente é diretor da Publiweb - Marketing e Consultoria Digital.
Entenda por desintermediação o processo pelo qual qualquer elemento entre o produtor e o consumidor que não agregue valor ao produto será posto para fora da transação. Já viram o banner da Sony vendendo câmera digital diretamente da fábrica pela sua loja "Sony Style" em dez vezes sem juros? Se você tem um varejo que vende câmeras digitais sabe bem do que estou falando.
No arranjo forma-conteúdo, será cada vez mais comum comprarmos a música (conteúdo) diretamente do site do músico, e não mais o CD (contexto) de uma loja de música (intermediário). Entendeu o pânico generalizado das gravadoras?
Discussões filosóficas de pirataria à parte, o MP3, vez por outra, tem sido tema de batalhas judiciais. Vejam por exemplo o site da Saraiva Digital, que vende downloads de filmes pela rede. Veja o site www.mixmatchmusic.com, sobre trabalho em conjunto para criação colaborativa de músicas.
A venda do conteúdo ficará cada vez mais comum
Se o seu modelo de negócios é vender informação em meio físico, existe uma grande chance de, em pouco tempo, você ver sua margem de lucro indo para o vinagre. Informação é bit. Bit trafega pelo meio digital.
Não vou entrar no mérito (e nem na calorosa discussão) sobre quem vende livros, mas você há de concordar que os "e-books readers" já são uma realidade. Pense na indústria fonográfica, pense na indústria de softwares vendidos em cd, pense na indústria de filmes alugados em locadoras.
A forma será cada vez menos importante, a não ser que ela em si gere valor para o produto. Imagine um CD Edição Especial do Aniversário de 50 anos do "Kind of Blue", do Miles Davis, com capa de couro, encarte com fotos inéditas, a história do disco em forma de pequeno livreto, etc. Dessa forma a embalagem agrega valor ao produto, do contrário, esqueça. As pessoas vão obter o conteúdo de outra maneira.
Como vimos na loja da Sony Style, a desintermediação acontece também na forma como a venda é feita. A loja de música nada agrega de valor ao produto do ponto de vista do usuário, a não ser que ela tenha um excelente serviço de indicação de CDs, um belo café ou ainda um ambiente diferenciado.
Por que pagar por um livro na livraria se você pode lê-lo na tela de seu celular, e-book reader, notebook, TV ou em qualquer outro dispositivo onde quer que esteja baixando pela rede? Por que comprar a música se você pode escutá-la em sites como Last.fm por intermédio do seu iPhone?
A lista de perguntas não tem fim
Percebe-se aí uma crescente valorização da "experiência" como diferencial competitivo. A Build a Bear e sua versão brasileira, a Happy Town, são excelentes exemplos de tal estratégia de distinção no mercado baseada na experiência.
Em um mundo dominado pela tecnologia e pelos bits, o fator emocional virá como um fator de diferenciação para as lojas que souberem utilizá-lo.
Veja o exemplo da Fnac ou do Pão de Açúcar, que estão cada vez mais concentrando na experiência de compra. Muitas empresas já tiveram esse insight e estão seguindo tais exemplos.
Provavelmente a melhor diferenciação pelo fator emocional de uma loja virtual venha pelo excelente atendimento e pela criação de uma rede social, como recorrentemente falo quando explico o conceito de "Comércio Social".
A desintermediação e sua consequente desconstrução da cadeia de valor trazem enormes vantagens para o consumidor e podem eliminar as empresas que não atentarem para a nova maneira de se fazer marketing.
Outro meio pelo qual a desintermediação está ocorrendo é devido a softwares como serviço (SaaS), que levam para a web as funcionalidades de um software que antes só existiam no seu computador. O próprio conceito de sistema operacional está ficando obsoleto com a maior parte das funcionalidades que já utilizamos na web.
Dentro de pouco tempo não importará o sistema operacional. O browser resolverá tudo, será sua porta de entrada para o universo da informática. Não importará se usamos Linux ou Windows.
A chamada "computação nas nuvens" em pouco tempo fará com que, mesmo empresas já ligadas ao meio interativo, tenham que repensar seu modelo de negócios. Empresas e organizações devem parar de insistir no contexto - a forma - como único meio de acesso ao conteúdo. Invista em conteúdo e experiência para se manter no jogo. Invista em informação distribuída em modelo multiplataforma.
Se concentre no conteúdo, não na forma. Para muitas empresas o conteúdo é o "core", não a maneira como ele vem embalado. Para outras tantas, mudar o canal de vendas utilizando a rede é a melhor maneira de ser lucrativo e se manter no jogo. O "core", nesse caso, é a venda, não o lugar onde acontece.
Na era da produção, o produto era a vedete. Na atual era da informação, a protagonista é ela. Venda a informação e entre de vez no século XXI.
Conrado Adolpho - palestrante, especialista em marketing digital e escritor. Sua formação vem de faculdades como ITA e Unicamp. Atualmente é diretor da Publiweb - Marketing e Consultoria Digital.
Fonte: O PORTAL D ADMINISTRAÇÃO
sábado, 3 de outubro de 2009
Universidades paulistas lançam portal de e-books
23/8/2007
Por Thiago Romero Agência FAPESP
O Consórcio Cruesp Bibliotecas, mantido pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo e que reúne os gerenciadores dos três sistemas de bibliotecas, da Universidade de São Paulo, da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Estadual de Campinas, lançou, nesta quarta-feira (22/8), em cerimônia no auditório da Biblioteca Central da Unicamp, o Portal E-books.
A plataforma estréia com um acervo de 188 mil livros eletrônicos adquiridos com apoio da FAPESP no âmbito do programa FAP-Livros. Calcula-se que cerca de 250 mil usuários das três instituições de ensino e pesquisa, entre docentes, pesquisadores, alunos e funcionários, serão beneficiados.
As obras estão divididas em sete coleções e englobam todas as áreas do conhecimento, desde física, química e biologia até medicina, educação, música ou administração, passando pelas engenharias e ciências ambientais e sociais. O acervo inclui ainda obras raras da coleção Eighteenth Century Collections Online, que conta com títulos do século 18 da Biblioteca Britânica, incluindo mapas e manuscritos.
"O acesso aos e-books é restrito aos usuários de qualquer unidade em todos os campi das três universidades, mas pesquisadores de todo o país também podem se dirigir até os terminais cadastrados para consultar as obras, da mesma forma que em uma biblioteca não-eletrônica", disse Adriana Ferrari, diretora técnica do Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP, que abriga coleções de 42 unidades de ensino da universidade, à Agência FAPESP.
Apenas pesquisadores das três universidades poderão consultar os conteúdos a partir de computadores em suas residências por meio de rede VPN, que permite acesso livre de qualquer ponto do país a usuários cadastrados. O portal disponibiliza a consulta livre dos textos, mas não é permitida a cópia completa da obra, por conta dos direitos autorais dos autores.
"Ao se cadastrar no sistema, o usuário pode salvar partes da obra para imprimir cópias ou ler na tela do computador. Isso segue os padrões das bibliotecas convencionais uma vez que, em tese, não é permitido por lei pegar um livro na estante de uma biblioteca e fotocopiá-lo integralmente", explicou Adriana.
Os livros eletrônicos podem ser encontrados por meio dos catálogos de cada editora do portal, ou por meio do Unibibliweb, interface de busca unificada que proporciona o acesso simultâneo aos três bancos de dados bibliográficos (Dedalus/USP, Acervus/Unicamp e Athena/Unesp) e que inclui periódicos científicos e teses e dissertações digitais. Os títulos são encontrados em português, espanhol ou inglês.
Entre as vantagens da consulta virtual em relação ao acervo das bibliotecas convencionais estão a possibilidade de acesso simultâneo a um mesmo livro por diferentes alunos, a busca integrada nos três sistemas de bibliotecas e o fato de a obra poder ser consultada de qualquer computador instalado nas instituições.
"Por mais prazerosa que seja a consulta de um livro na biblioteca, na era digital as pessoas estão cada vez mais em busca de dados bibliográficos para seus estudos por meio de um computador, seja na internet ou em acervos particulares. Com os e-books, os usuários terão acesso aos livros 24 horas por dia e sem fila de espera, permitindo que as consultas instantâneas dêem mais agilidade aos projetos de pesquisa", destacou Adriana.
Mais informações: Portal dos Sistemas de Bibliotecas das Universidades Estaduais Paulistas
Por Thiago Romero Agência FAPESP
O Consórcio Cruesp Bibliotecas, mantido pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo e que reúne os gerenciadores dos três sistemas de bibliotecas, da Universidade de São Paulo, da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Estadual de Campinas, lançou, nesta quarta-feira (22/8), em cerimônia no auditório da Biblioteca Central da Unicamp, o Portal E-books.
A plataforma estréia com um acervo de 188 mil livros eletrônicos adquiridos com apoio da FAPESP no âmbito do programa FAP-Livros. Calcula-se que cerca de 250 mil usuários das três instituições de ensino e pesquisa, entre docentes, pesquisadores, alunos e funcionários, serão beneficiados.
As obras estão divididas em sete coleções e englobam todas as áreas do conhecimento, desde física, química e biologia até medicina, educação, música ou administração, passando pelas engenharias e ciências ambientais e sociais. O acervo inclui ainda obras raras da coleção Eighteenth Century Collections Online, que conta com títulos do século 18 da Biblioteca Britânica, incluindo mapas e manuscritos.
"O acesso aos e-books é restrito aos usuários de qualquer unidade em todos os campi das três universidades, mas pesquisadores de todo o país também podem se dirigir até os terminais cadastrados para consultar as obras, da mesma forma que em uma biblioteca não-eletrônica", disse Adriana Ferrari, diretora técnica do Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP, que abriga coleções de 42 unidades de ensino da universidade, à Agência FAPESP.
Apenas pesquisadores das três universidades poderão consultar os conteúdos a partir de computadores em suas residências por meio de rede VPN, que permite acesso livre de qualquer ponto do país a usuários cadastrados. O portal disponibiliza a consulta livre dos textos, mas não é permitida a cópia completa da obra, por conta dos direitos autorais dos autores.
"Ao se cadastrar no sistema, o usuário pode salvar partes da obra para imprimir cópias ou ler na tela do computador. Isso segue os padrões das bibliotecas convencionais uma vez que, em tese, não é permitido por lei pegar um livro na estante de uma biblioteca e fotocopiá-lo integralmente", explicou Adriana.
Os livros eletrônicos podem ser encontrados por meio dos catálogos de cada editora do portal, ou por meio do Unibibliweb, interface de busca unificada que proporciona o acesso simultâneo aos três bancos de dados bibliográficos (Dedalus/USP, Acervus/Unicamp e Athena/Unesp) e que inclui periódicos científicos e teses e dissertações digitais. Os títulos são encontrados em português, espanhol ou inglês.
Entre as vantagens da consulta virtual em relação ao acervo das bibliotecas convencionais estão a possibilidade de acesso simultâneo a um mesmo livro por diferentes alunos, a busca integrada nos três sistemas de bibliotecas e o fato de a obra poder ser consultada de qualquer computador instalado nas instituições.
"Por mais prazerosa que seja a consulta de um livro na biblioteca, na era digital as pessoas estão cada vez mais em busca de dados bibliográficos para seus estudos por meio de um computador, seja na internet ou em acervos particulares. Com os e-books, os usuários terão acesso aos livros 24 horas por dia e sem fila de espera, permitindo que as consultas instantâneas dêem mais agilidade aos projetos de pesquisa", destacou Adriana.
Mais informações: Portal dos Sistemas de Bibliotecas das Universidades Estaduais Paulistas
Para atrair leitores, livro híbrido vem com baterias e vídeo
Por mais de 500 anos o livro foi notavelmente uma entidade estável: fileiras de palavras conectadas coerentemente, impressas em papel e limitada pelas dobras.
Mas na era do iPhone, Kindle e YouTube, a noção de livro está se tornando cada vez mais flexível conforme editoras misturam características de texto, vídeo e web em uma disputa para manter os leitores interessados nessa forma arcaica de entretenimento.
Nesta quinta-feira, por exemplo, a Simon & Schuster, editora de Ernest Hemingway e Stephen King, está trabalhando com uma parceria multimídia para introduzir quatro novos lançamentos chamados “vooks” (book, de livro, e v, de vídeo), que intercala vídeos ao longo de um texto eletrônico que pode ser lido – e visto – online ou em um iPhone ou iPod Touch.
E, no começo de setembro, Anthony E. Zuiker, criador da série de televisão “CSI”, divulgou o “Level 26: Dark Origins”, um romance – publicado nas versões em papel, e-book (livro eletrônico) e áudio – na qual os leitores são convidados a entrar em um website a cada cinco capítulos para assistir vídeos curtos que representam a parte lida.
Algumas editoras dizem que este tipo de multimídia híbrida é necessário para atrair leitores modernos que desejam algo diferente. Mas especialistas em leitura questionam se o fato de perder tempo com os parâmetros dos livros não acabam degradando o ato de ler.
“Não há dúvida de que essa nova mídia será magnífica para envolver e atrair o leitor”, disse Maryanne Wolf, professora de desenvolvimento da criança na Tufts University e autora de “Proust and the Squid: The Story and Science of The Reading Brain”. Mas, acrescentou, “você ainda consegue ler Henry James ou George Eliot? Você tem paciência?”
A forma mais óbvia com a qual a tecnologia modificou o mundo da literatura foi o livro eletrônico. No último ano, estruturas como o “Kindle and Sony´s Reader” da Amazon ganhou popularidade. Mas as edições digitais exibidas neles permanecem em sua maioria fiéis à ideia tradicional de livro, usando palavras – e imagens ocasionais – para contar uma história ou explicar um assunto.
Os novos híbridos oferecem muito mais. Em um dos vooks da Simon & Schuster, um título sobre dieta e condição física, os leitores podem clicar em vídeos que mostram como realizar os exercícios. Um livro de beleza contém vídeos que mostram como fazer misturas caseiras para cuidar da pele.
Não só os “Como fazer” que estão se tornando obras em movimento. A Simon & Schuster também está lançando dois romances digitais combinando texto com vídeos de um minuto ou 90 segundos que complementam – e, em alguns casos, prosseguem – a narrativa da história.
Em “Embassy”, um suspense curto sobre o sequestro escrito por Richard Doetsch, um vídeo parecido com um noticiário revela que a vítima é o filho do prefeito, substituindo uma parte do texto original de Doetsch.
“Todo mundo está tentando pensar sobre o quanto os livros e a informação serão colocadas de forma melhor no século 21”, disse Judith Curr, editora da Atria Books, impressão da Simon & Schuster que está lançando edições eletrônicas em parceria com a Vook, empresa de multimídia. Ela acrescentou: “você não pode mais simplesmente ser linear com seu texto”.
Em alguns casos, tecnologias de rede social permitem conversas entre os leitores que irão influenciar como os livros são escritos.
A divisão de crianças da HarperCollins recentemente lançou a primeira série de mistério infanto-juvenil chamada “The Amanda Project”, e convidou leitores a discutir pistas e personagens em seu website. Conforme a série continua, alguns dos comentários dos leitores podem ser incorporados a personagens menos importantes ou em tramas menores.
Alguns autores acreditam que as novas tecnologias podem enriquecer os livros. O diretor da Biblioteca da Universidade de Harvard, Robert Darnton, irá incluir em sua história sobre as músicas de rua do século 18 na França links para gravações das melodias verdadeiras.
Mas Darnton, autor de “The Case for Books: Past, Present and Future” (O processo dos livros: passado, presente e futuro, em tradução livre) advertiu que a própria leitura estaria mudando, e não necessariamente para menor. “Eu acho que já podemos ver o suficiente para nos preocuparmos com a perda de certo tipo de leitura contínua, disse ele.
Doetsch, autor de “Embassy”, disse que novas edições não deveriam substituir o livro tradicional. Ele disse estar escrevendo um romance “The Thirteenth Hour”, que ele pensa ser longo demais para prestar-se ao formato com vídeo. As novas edições, disse ele, são “como romances mergulhando e saindo de uma piscina de movimentos e voltando a ela de tempos em tempos”.
Alguns autores zombam a ideia de misturar os dois meios. “Como escritor, eu nunca, de maneira alguma” permitiria que vídeos substituíssem a prosa, disse Walter Mosley, autor de “O Diabo Veste Azul” e outros romances.
“Ler é uma das poucas experiências que temos fora das relações nas quais nossas habilidades cognitivas crescem”, disse Mosley. “E, na verdade, nossas habilidades retrocedem quando estamos assistindo televisão ou mexendo no computador”.
Por MOTOKO RICH
Fonte: IG
| NYT |
| Obra de Richard Doetsch, "Embassy", com complementos em vídeos |
Nesta quinta-feira, por exemplo, a Simon & Schuster, editora de Ernest Hemingway e Stephen King, está trabalhando com uma parceria multimídia para introduzir quatro novos lançamentos chamados “vooks” (book, de livro, e v, de vídeo), que intercala vídeos ao longo de um texto eletrônico que pode ser lido – e visto – online ou em um iPhone ou iPod Touch.
E, no começo de setembro, Anthony E. Zuiker, criador da série de televisão “CSI”, divulgou o “Level 26: Dark Origins”, um romance – publicado nas versões em papel, e-book (livro eletrônico) e áudio – na qual os leitores são convidados a entrar em um website a cada cinco capítulos para assistir vídeos curtos que representam a parte lida.
Algumas editoras dizem que este tipo de multimídia híbrida é necessário para atrair leitores modernos que desejam algo diferente. Mas especialistas em leitura questionam se o fato de perder tempo com os parâmetros dos livros não acabam degradando o ato de ler.
“Não há dúvida de que essa nova mídia será magnífica para envolver e atrair o leitor”, disse Maryanne Wolf, professora de desenvolvimento da criança na Tufts University e autora de “Proust and the Squid: The Story and Science of The Reading Brain”. Mas, acrescentou, “você ainda consegue ler Henry James ou George Eliot? Você tem paciência?”
A forma mais óbvia com a qual a tecnologia modificou o mundo da literatura foi o livro eletrônico. No último ano, estruturas como o “Kindle and Sony´s Reader” da Amazon ganhou popularidade. Mas as edições digitais exibidas neles permanecem em sua maioria fiéis à ideia tradicional de livro, usando palavras – e imagens ocasionais – para contar uma história ou explicar um assunto.
Os novos híbridos oferecem muito mais. Em um dos vooks da Simon & Schuster, um título sobre dieta e condição física, os leitores podem clicar em vídeos que mostram como realizar os exercícios. Um livro de beleza contém vídeos que mostram como fazer misturas caseiras para cuidar da pele.
Não só os “Como fazer” que estão se tornando obras em movimento. A Simon & Schuster também está lançando dois romances digitais combinando texto com vídeos de um minuto ou 90 segundos que complementam – e, em alguns casos, prosseguem – a narrativa da história.
Em “Embassy”, um suspense curto sobre o sequestro escrito por Richard Doetsch, um vídeo parecido com um noticiário revela que a vítima é o filho do prefeito, substituindo uma parte do texto original de Doetsch.
“Todo mundo está tentando pensar sobre o quanto os livros e a informação serão colocadas de forma melhor no século 21”, disse Judith Curr, editora da Atria Books, impressão da Simon & Schuster que está lançando edições eletrônicas em parceria com a Vook, empresa de multimídia. Ela acrescentou: “você não pode mais simplesmente ser linear com seu texto”.
Em alguns casos, tecnologias de rede social permitem conversas entre os leitores que irão influenciar como os livros são escritos.
A divisão de crianças da HarperCollins recentemente lançou a primeira série de mistério infanto-juvenil chamada “The Amanda Project”, e convidou leitores a discutir pistas e personagens em seu website. Conforme a série continua, alguns dos comentários dos leitores podem ser incorporados a personagens menos importantes ou em tramas menores.
Alguns autores acreditam que as novas tecnologias podem enriquecer os livros. O diretor da Biblioteca da Universidade de Harvard, Robert Darnton, irá incluir em sua história sobre as músicas de rua do século 18 na França links para gravações das melodias verdadeiras.
Mas Darnton, autor de “The Case for Books: Past, Present and Future” (O processo dos livros: passado, presente e futuro, em tradução livre) advertiu que a própria leitura estaria mudando, e não necessariamente para menor. “Eu acho que já podemos ver o suficiente para nos preocuparmos com a perda de certo tipo de leitura contínua, disse ele.
Doetsch, autor de “Embassy”, disse que novas edições não deveriam substituir o livro tradicional. Ele disse estar escrevendo um romance “The Thirteenth Hour”, que ele pensa ser longo demais para prestar-se ao formato com vídeo. As novas edições, disse ele, são “como romances mergulhando e saindo de uma piscina de movimentos e voltando a ela de tempos em tempos”.
Alguns autores zombam a ideia de misturar os dois meios. “Como escritor, eu nunca, de maneira alguma” permitiria que vídeos substituíssem a prosa, disse Walter Mosley, autor de “O Diabo Veste Azul” e outros romances.
“Ler é uma das poucas experiências que temos fora das relações nas quais nossas habilidades cognitivas crescem”, disse Mosley. “E, na verdade, nossas habilidades retrocedem quando estamos assistindo televisão ou mexendo no computador”.
Por MOTOKO RICH
Fonte: IG
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